A VignaVita não nasceu em um escritório ou em um plano de negócios. Ela nasceu em volta da mesa. O barulho da rolha saindo, o som do vinho caindo na taça e as risadas que acompanham as tradições de família. Foi aí que tudo começou.
Decidi transformar esse amor pela cultura italiana em um projeto de vida: trazer para o Brasil vinhos que têm alma - produzidos por famílias que cuidam da mesma vinha há gerações, ou por enólogos independentes que resolveram fazer diferente.
O nome é o lembrete diário do que importa.
Vigna: o respeito pela terra, pela videira e pelo tempo que a natureza pede. É a raiz de tudo, o lugar onde o vinho começa, antes de qualquer barril ou rótulo.
Vita: a vida que acontece enquanto a gente brinda. Os encontros, os abraços e o prazer de saborear o agora.
Juntei as duas porque acredito que um bom vinho é, na verdade, um elo entre o solo da Itália e a alegria de casa.
Minha busca é pessoal. Viajo pelo Piemonte, pela Toscana, pelo Vêneto e pelo Trentino-Alto Ádige não atrás de grandes indústrias, mas de pessoas. Quero encontrar produtores que tratam o vinho como uma extensão da própria família, enólogos independentes e vinícolas pequenas que preferem a verdade do sabor à perfeição das máquinas.
Para mim, o terroir não é um termo técnico: é o sotaque da terra que a gente sente em cada gole. A altitude das Dolomitas no Riesling do Laimburg. A argila galestro de Montalcino no Brunello do Tricerchi. O calcário das Langhe no Barolo da Boroli.
Não quero ter o maior catálogo de vinhos italianos no Brasil - quero ter o mais especial. A seleção é enxuta porque cada garrafa precisa ter um motivo para estar aqui. Pode ser a história de uma família que cuida da mesma vinha há gerações, ou a ousadia de um jovem produtor que resolveu fazer algo novo.
Mais do que importar vinhos, quero encurtar distâncias. Cada taça da VignaVita é um convite: para viajar sem sair do lugar, para brindar à vida e para criar lembranças que fiquem muito depois que a garrafa terminar.
Salute!
Pedro Bueno - Fundador, VignaVita