O Chiaretto di Bardolino é o rosé das margens do Lago de Garda — e Giovanna Tantini é uma das produtoras que mais contribuíram para devolver prestígio internacional à denominação. "Il Rosé" começa no vinhedo: Corvina, Rondinella e Molinara colhidas à mão em meados de setembro, com atenção especial à acidez e ao teor de açúcar.
A vinificação é cuidadosa ao extremo: cada casta passa por maceração a frio a 5°C até obter a cor rosada característica — pétala de rosa, delicada, sem excessos. Prensagem suave a 8°C, fermentação controlada a 16–18°C por 16 dias, clarificação estática. Seis meses em aço a 8°C, dois meses em garrafa. O resultado é fresco e vivo: frutas vermelhas delicadas, frescor que limpa o palato, final persistente. Um rosé que Decanter pontuou com 92.

Giovanna Tantini conduz pessoalmente cada etapa da produção — do vinhedo ao engarrafamento — em sua propriedade familiar de 11,5 hectares em Castelnuovo del Garda, entre os municípios de Castelnuovo e Sona, na margem sul do Lago de Garda.
Os vinhedos ficam sobre solos aluviais de origem glacial: cascalho profundo sobre calcário, drenagem excepcional, fertilidade controlada. Quatro denominações se sobrepõem nesse terroir privilegiado — Bardolino, Custoza e Garda. As uvas brancas crescem em Pergola Veronese; as tintas, em Guyot de baixo rendimento.
"Nossa primeira e única consideração é a qualidade. Cada decisão começa com uma pergunta: isso tornará o vinho melhor?" Em quase três décadas de trabalho, Giovanna construiu uma referência internacional para o Bardolino e o Chiaretto — denominações que, segundo ela, merecem lugar nas melhores mesas do mundo.