Blog da VignaVita
Em 1752, uma garrafa foi rotulada "Cannubi", mais de um século antes de qualquer rótulo dizer "Barolo". A história das MGA (Menzioni Geografiche Aggiuntive) começa aí, e termina, décadas depois, numa disputa regulatória sobre onde exatamente uma fronteira deveria passar.
Em 1866, um estudioso escreveu que o Pinot Noir cultivado no Tirol podia "ficar ao lado de qualquer Borgonha francês". Quase dois séculos depois, o Alto Ádige ainda carrega essa aposta — e a Laimburg é uma das vinícolas que a mantém viva.
Levou 30 anos e o trabalho de um cartógrafo apelidado de "o homem dos mapas" pra transformar conhecimento de gerações em lei: 181 parcelas oficiais dentro da denominação de Barolo. Conheça quatro das mais respeitadas.
O rótulo ainda leva o nome de Giovanni, mas quem toca a produção hoje é o filho dele, Alessandro — a quarta geração da família Prandi a trabalhar a mesma terra em Diano d'Alba desde os anos 1920.
"Filho da revanche" é como Andrea Lavagnoli descreve a própria posição na família — a geração que herdou um vinhedo que os pais só conseguiram comprar depois de décadas trabalhando a terra de outra pessoa, na Valsquaranto, um vale escondido perto de Verona.