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Bramaterra é uma denominação com 28 hectares totais — não é erro de tipografia. Apenas oito produtores a vinificam no mundo. Os Antoniotti são um deles, com as vinhas mais velhas plantadas em 1976 em solo pórfiro vulcânico e quartzo rosa nas encostas íngremes de Sostegno, acessíveis apenas por trilha florestal em 4x4. Nebbiolo dominante, com Croatina, Vespolina e Uva Rara completando o blend conforme o que o ano oferece.
A vinificação é inteiramente tradicional: leveduras selvagens, fermentação em tanques de cimento subterrâneos por 12 a 14 dias, sem filtração, sem colagem. Maturação em botti eslavas grandes por pelo menos 30 meses nas adegas subterrâneas da família. Na taça, o Bramaterra faz o que o Nebbiolo do Alto Piemonte sempre prometeu: translucidez na cor, acidez que corta, taninos de presença real mas sem brutalidade, e uma mineralidade vulcânica que a argila das Langhe não conhece. Um vinho para quem conhece Barolo e quer entender o que ele seria se nascesse em solo de vulcão. Potencial de guarda de 15 a 20 anos.

Odilio Antoniotti e seu filho Mattia trabalham seis hectares de vinha em Sostegno, na província de Vercelli — Alto Piemonte. A cantina da família remonta a 1863. As vinhas ficam em encostas íngremes acessíveis apenas por estrada florestal em veículo 4x4.
O solo é pórfiro vulcânico com veios de quartzo rosa e calcário: um terroir que confere concentração mineral e acidez impossíveis de replicar nas Langhe. Bramaterra é uma das menores denominações da Itália — apenas oito produtores a vinificam. Odilio começou a engarrafar em 1970. A filosofia é inteiramente tradicional: leveduras selvagens, fermentação em tanques de cimento subterrâneos, sem filtração, sem colagem.
O nome Bramaterra surge pela primeira vez em documentos de 1447 e recebeu o DOC em 1979. Era conhecido como "vino dei Canonici" — o vinho do clero da catedral de Vercelli. Hoje os Antoniotti são uma das referências mundiais para quem busca o Alto Piemonte autêntico.
