Nem todo branco italiano é pra beber rápido e esquecer. Aqui estão os que têm o que contar: o Timorasso de Derthona, que a Voerzio Martini resgatou de quase sumir e hoje guarda anos na garrafa; o Arneis, leve e floral, clássico do Piemonte; o Kerner da Weingut Niklas, lá em cima nas montanhas de Kaltern, no Alto Ádige, onde a altitude segura a acidez que dá vida ao vinho. São produtores pequenos, de regiões pouco exploradas pelos grandes importadores — cada garrafa carrega esse lugar. Quem acha que branco italiano é só pra aperitivo vai mudar de ideia.