Alto-Ádige
No extremo norte da Itália, na fronteira com a Áustria, o Alto Ádige (Südtirol, em alemão) é uma região bilíngue onde a cultura vinícola combina tradição alpina germânica com técnica italiana. A maioria da população fala alemão como primeira língua, e boa parte dos rótulos traz nomes nas duas línguas.
A altitude é o fator decisivo: vinhedos entre 200 e 900 metros, em vales estreitos cercados pelos Alpes e Dolomitas, criam microclimas muito distintos em poucos quilômetros de distância — o que permite à região trabalhar bem tanto brancos aromáticos de altitude (Gewürztraminer, Kerner, Riesling) quanto tintos que precisam de clima mais fresco, como Pinot Nero e Schiava.
É também uma das regiões mais organizadas da Itália em pesquisa vitivinícola — a Província Autônoma de Bolzano mantém o próprio centro de experimentação (Laimburg), refletindo uma cultura de precisão que se estende a boa parte dos produtores locais, em geral pequenos e cooperativados.