Nossos Produtores
A VignaVita não trabalha com grandes vinícolas de exportação. Procuramos famílias que ainda fazem vinho em pequena escala, do jeito que sempre fizeram: baixo volume, produção artesanal, garrafas que raramente cruzam o Atlântico. Cada nome abaixo tem uma coleção própria no site, com a história completa do produtor e os rótulos disponíveis.
Piemonte
Voerzio Martini
Continuação da histórica Gianni Voerzio, fundada em La Morra em 1986. Desde 2015 é conduzida pelos irmãos Mirko e Federica Martini, conhecidos na região como "os gêmeos do Barolo". A propriedade tem parcelas nos endereços mais respeitados de Langhe: Monvigliero, La Serra e Cerequio. Além dos Barolo, assina o raro Timorasso Derthona.
Boroli
Família com raízes em Castiglione Falletto desde o século 16, hoje na quarta geração. Proprietária exclusiva do vinhedo Brunella, um dos crus clássicos do Barolo. O Nebbiolo "1661" leva esse nome em homenagem a documentos que comprovam o cultivo de uvas na região desde meados do século 17.
Mirú
Trabalha o Nebbiolo do Alto Piemonte, território menos conhecido que Langhe, com solos vulcânicos e um estilo mais leve e perfumado, historicamente chamado de "irmão elegante" do Barolo. O Ghemme DOCG é o carro-chefe, ao lado de rótulos com uvas locais raras como Uva Rara e Vespolina.
Odilio Antoniotti
Um dos poucos produtores ativos da Bramaterra, denominação minúscula do Alto Piemonte. Os solos vulcânicos dão ao Nebbiolo um perfil mais mineral e menos potente que o de Langhe. Produção artesanal, de baixíssimo volume.
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Prandi Giovanni
Trabalha em Alba as uvas que historicamente eram o vinho do dia a dia dos produtores piemonteses: Dolcetto e Barbera, plantadas nas encostas reservadas ao Nebbiolo. O Dolcetto amadurece cedo e tem taninos macios; a Barbera compensa com acidez o que lhe falta em tanino.
Toscana
Castello Tricerchi
Um castelo erguido em 1441 pela família Tricerchi, uma das nove famílias nobres que governavam Siena em 1290, no extremo norte de Montalcino. Desde o século 19 pertence à família Squarcia, hoje na sexta geração. A vinificação acontece nas antigas masmorras do castelo, usadas para guardar vinho desde o século 15.
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Le Potazzine
Fundada no fim dos anos 1990 por Giuseppe e Gigliola Gorelli, com nome inspirado no apelido carinhoso dado às duas filhas do casal. Gigliola trabalhou na renomada Biondi-Santi; Giuseppe foi enólogo do Consórcio do Brunello por 15 anos. Vinhedos em altitude, produção orgânica, e um Brunello reconhecido internacionalmente.
Castellaccio
Produz Chianti Classico na forma mais tradicional, com o selo do Gallo Nero. O rótulo "Coste di Felice" é majoritariamente Sangiovese, de produção pequena e ainda pouco conhecido fora da Itália.
Le Bèrne
Trabalha o Prugnolo Gentile, nome local do Sangiovese em Montepulciano, uma das denominações mais antigas da Itália e uma das primeiras DOCG do país. Produção familiar em duas velocidades: o Rosso, mais imediato, e o Vino Nobile, de guarda mais longa.
Vêneto
Lavagnoli
A família trabalhou a terra por gerações como camponeses arrendatários no vale de Valsquaranto, em Verona, e só passou a engarrafar o próprio vinho a partir de 2015. Hoje conduzida por Miriam, Carlo, Andrea e Alberto Lavagnoli, faz Valpolicella, Ripasso e Amarone em pequena escala.
Giovanna Tantini
Trabalha as margens do Lago di Garda com as mesmas uvas do Valpolicella (Corvina, Rondinella e Corvinone), mas em solos mais leves, resultando em vinhos mais delicados. A linha inclui o tinto Bardolino, o rosé Chiaretto (uma das tradições de rosé mais antigas da Itália) e o branco Custoza.
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Alto Ádige
Weingut Niklas
Conduzida pela família Sölva em Kaltern, um dos vilarejos mais tradicionais do Alto Ádige. Assina rótulos com nomes curtos: Fuxs, Oxs, Luxs, DJJ. A especialidade é o Kerner, uva branca alemã que encontrou na região um dos seus melhores endereços fora do país de origem.
Laimburg
Não é uma vinícola no sentido tradicional: nasceu em 1975 como braço do Centro de Pesquisa Agrícola e Florestal da Província de Bolzano, com função dupla de produzir vinho comercial e testar técnicas que depois se espalham para os demais produtores da região. Os vinhedos cobrem quase todos os microclimas do Alto Ádige, entre 200 e 750 metros de altitude.