Vinho para Churrasco

Churrasco é gordura, fumaça e sal na medida. O vinho certo não compete com isso, ele corta a gordura e limpa o paladar entre um pedaço e outro. O vinho errado, geralmente frágil demais, some no meio da carne. A regra central: quanto mais gordurosa e intensa a carne, mais estrutura e tanino o vinho precisa ter.

 

Carnes mais gordurosas: picanha, costela, cordeiro

Pedem tinto encorpado, com tanino que "limpa" a gordura da boca. Aqui não é hora de economizar na estrutura do vinho.

 

Carnes de meio-termo: maminha, alcatra, linguiça

Não precisam da força de um Barolo. Um tinto de corpo médio, com fruta mais presente, acompanha sem pesar.

 

Frango, linguiça de porco, queijo coalho

Carnes mais leves não pedem tanino forte, e sim acidez que refresque. Tintos leves ou até um branco com corpo funcionam melhor do que um tinto pesado, que pode deixar a carne com gosto amargo.

 

Queijos curados na brasa

Provolone e coalho grelhados combinam com tintos de acidez viva ou brancos estruturados, que cortam a gordura derretida do queijo sem disputar espaço com o sabor.

 

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Perguntas frequentes

Serve gelar o tinto para o churrasco?

Não é necessário. Sirva os tintos entre 16°C e 18°C, um pouco abaixo da temperatura ambiente, especialmente em dias quentes.

Posso levar um vinho branco para churrasco?

Pode, principalmente se o cardápio tiver frango, linguiça de porco ou queijos. Um branco estruturado como o Chardonnay ou o Timorasso aguenta bem a brasa.

Qual vinho leva para um churrasco em grupo, sem saber o cardápio?

Um tinto de corpo médio, como o Chianti Classico ou o Valpolicella, atravessa a maior parte do cardápio sem errar.