Nossas Uvas
Cada uva conta uma parte diferente da história italiana. Aqui estão as 26 variedades que a VignaVita trabalha, tintas e brancas, das mais conhecidas às mais raras. Clique em qualquer uma para ver os vinhos feitos com ela.
Tintas
Nebbiolo
A uva mais nobre do Piemonte, base de Barolo, Barbaresco e Ghemme. Casca fina, mas taninos e acidez altíssimos, resultando em vinhos de cor clara e enorme capacidade de guarda, com aromas de rosa, alcatrão e cereja.
Sangiovese
A uva-símbolo da Toscana, base de Chianti Classico, Brunello e Vino Nobile. Acidez alta, taninos elegantes e notas de cereja vermelha, com comportamento bem diferente conforme o solo e a altitude onde é plantada.
Barbera
A uva tinta mais plantada do Piemonte, superando até o Nebbiolo em área cultivada. Acidez naturalmente alta e taninos discretos, o que a torna extremamente versátil à mesa.
Dolcetto
Uva tinta do Piemonte, tradicionalmente a primeira a ser colhida em Langhe. O nome não se refere ao açúcar, mas à suavidade dos taninos. Cor intensa, acidez moderada e notas de amora e ameixa madura.
Corvina
Espinha dorsal dos vinhos de Valpolicella e do Amarone, no Vêneto. Casca fina e formato alongado tornam a baga ideal para o appassimento, a técnica de secagem que concentra açúcares e aromas.
Corvinone
Por anos confundida com a Corvina, embora geneticamente distinta. Bagas maiores e casca mais espessa dão mais estrutura e taninos aos blends de Valpolicella e Amarone.
Rondinella
Uva resistente e produtiva, presente em praticamente todos os blends de Valpolicella e Amarone ao lado da Corvina. Contribui principalmente com cor e corpo, sem se destacar isoladamente.
Molinara
Uva tradicional dos blends de Valpolicella, cada vez menos presente nas vinhas. Contribui com acidez e leveza, suavizando o peso de Corvina e Corvinone.
Croatina
Tinta do norte da Itália, frequentemente vendida sob o nome comercial Bonarda. Casca espessa e boa resistência a doenças. Jovem, tem cor fechada e taninos firmes que se abrandam com o tempo.
Bonarda
Nome que gera confusão histórica no Piemonte: em boa parte da região, o que se chama Bonarda nos rótulos é geneticamente a Croatina. Produz vinhos de cor escura, taninos macios e notas de frutas negras maduras.
Uva Rara
Variedade tinta do Alto Piemonte, usada em blends das Colline Novaresi e de Gattinara ao lado do Nebbiolo. Cor mais clara e acidez elevada, entra em blends para suavizar a estrutura do Nebbiolo.
Vespolina
Uva tinta aromática do Alto Piemonte, usada em blends ao lado do Nebbiolo. Contribui com um toque picante e especiado que lembra pimenta-do-reino, mesmo em pequenas proporções na mistura.
Schiava
Também chamada de Vernatsch em alemão, é a uva tinta histórica do Alto Ádige. Corpo leve, cor clara quase rosada e taninos discretos, tradicionalmente servida levemente resfriada.
Lagrein
Tinta nativa do Alto Ádige, parente próxima da Teroldego. Casca escura e espessa resultam em vinhos de cor bem fechada, taninos firmes e notas de amora, ameixa e um leve toque terroso.
Pinot Nero
O Pinot Noir em italiano, uma das uvas tintas mais exigentes do mundo. O Alto Ádige, com sua altitude e influência alpina, é um dos poucos territórios italianos frios o bastante para essa variedade.
Brancas
Timorasso
Uva branca do Piemonte que quase desapareceu nos anos 1980 e foi resgatada a partir dos anos 1990 nos Colli Tortonesi. Diferente da maioria dos brancos italianos, ganha complexidade com anos de garrafa.
Arneis
Uva branca nativa do Piemonte, ligada ao Roero. O nome vem do dialeto piemontês e significa algo como pequeno rebelde, referência à dificuldade histórica de cultivá-la. Vinhos florais, com notas de pera e amêndoa.
Kerner
Uva branca criada na Alemanha em 1929, cruzamento entre a tinta Trollinger e a branca Riesling. Encontrou no Alto Ádige um dos seus melhores endereços fora da Alemanha, com acidez viva e notas de frutas brancas.
Gewürztraminer
Uva branca aromática com raiz histórica em Tramin, no Alto Ádige, onde o clone original provavelmente surgiu antes de se espalhar pela Europa. Vinhos intensos, com notas de lichia, rosas e especiarias, corpo untuoso e baixa acidez comparada a outras brancas da região.
Riesling
Uva branca de origem alemã, considerada uma das mais nobres e versáteis do mundo. No Alto Ádige, encostas de altitude preservam a acidez vibrante mesmo num clima mais quente que o da Alemanha.
Pinot Bianco
Mutação genética do Pinot Nero, presente no Alto Ádige desde o século 19. Menos expressiva no nariz que suas primas, entrega vinhos frescos, com notas sutis de maçã verde e amêndoa.
Sauvignon Blanc
Uva branca de origem francesa, conhecida por seu perfil aromático intenso. No Alto Ádige, o clima de montanha entrega uma versão bem mais contida, com notas herbáceas, cítricas e minerais.
Ver vinhos com Sauvignon Blanc
Chardonnay
Uva branca de origem francesa, uma das mais plantadas do mundo. Em Langhe, chegou como aposta de produtores que já dominavam o Nebbiolo. A versão piemontesa foge do estilo amanteigado, resultando em vinhos mais minerais e frescos.
Garganega
A uva branca por trás do Soave, um dos vinhos brancos mais exportados do Vêneto. Uma das variedades brancas mais antigas ainda cultivadas na Itália, com notas florais, de amêndoa e um fundo levemente amargo.
Trebbiano
Uma das uvas brancas mais plantadas da Itália, presente do norte ao sul sob diferentes nomes regionais. Também cultivada na França, onde é conhecida como Ugni Blanc e serve de base para o Cognac.
Trebbianello
Uva rara, cultivada principalmente na área de Cialla, nos Colli Orientali del Friuli. Apesar do nome parecido, não tem relação direta comprovada com o Trebbiano tradicional.